Operação de resgate em Moçambique: África do Sul salva 500 vítimas das inundações devastadoras
Operação de resgate em Moçambique, as inundações voltaram a colocar o país em estado de alerta, com milhares de pessoas afectadas e comunidades inteiras isoladas pela subida rápida dos rios. Neste cenário, uma operação conjunta com a África do Sul ganhou destaque ao resgatar cerca de 500 vítimas em áreas severamente atingidas no sul e centro do país. O episódio ilustra como a cooperação regional pode ser decisiva em momentos de crise, sobretudo quando recursos locais enfrentam limites logísticos e operacionais.
Desde o início da época chuvosa de 2025‑2026, várias províncias moçambicanas registam níveis de água muito elevados, com estradas cortadas, casas inundadas e campos de cultivo destruídos. Em distritos como Manhiça, e Chokwe, em Gaza e outras zonas do sul, muitas famílias ficaram sem acesso a serviços básicos, obrigando a evacuações de emergência. Nesse contexto, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) activou planos de resposta, mas a escala das inundações Moçambique exigiu apoio externo mais robusto.
Foi aí que entrou em acção a Força de Defesa Nacional da África do Sul (SANDF), que deslocou militares e meios aéreos para Moçambique no âmbito da Operação CHARIOT. Equipas da Força Aérea Sul‑Africana, com helicópteros Oryx e Agusta 109, realizaram dezenas de voos de resgate, retirando pessoas de zonas inundadas e transportando‑as para campos de acomodação seguros. Segundo comunicados oficiais, até à data foram resgatadas cerca de 479 pessoas, número que, na prática, corresponde a aproximadamente 500 vítimas salvas em operações coordenadas com as autoridades moçambicanas.noticiasaominuto+2
Essa intervenção trouxe ganhos concretos para as comunidades afectadas. Em locais onde barcos e viaturas ficaram inutilizados, os helicópteros permitiram aceder rapidamente a famílias isoladas, reduzindo o risco de afogamentos, doenças e falta de assistência médica. Além disso, o apoio aéreo facilitou o transporte de mantimentos, água potável e medicamentos para centros de acolhimento, complementando o trabalho das equipas locais de emergência. A colaboração entre Moçambique e a África do Sul mostra que, em desastres transfronteiriços, a resposta eficaz depende tanto de capacidade interna como de parcerias regionais bem estruturadas.
No entanto, a operação também evidencia algumas limitações. O número de meios aéreos e de militares é finito, o que significa que nem todas as comunidades podem ser alcançadas ao mesmo tempo. Condições meteorológicas adversas, como ventos fortes e chuva intensa, por vezes atrasam voos de resgate, aumentando o tempo de espera para algumas famílias. Além disso, a coordenação entre diferentes instituições — governos, forças armadas, organizações humanitárias e comunidades locais — exige comunicação ágil e informação precisa, algo que nem sempre se concretiza de forma uniforme em todo o território.
Apesar desses desafios, a operação de resgate liderada pela África do Sul reforça a importância de mecanismos regionais de apoio em situações de inundações. A presença de militares estrangeiros não substitui a capacidade do Estado moçambicano, mas sim a complementa, sobretudo em fases iniciais de emergência, quando a prioridade é salvar vidas e estabilizar a situação. À medida que as águas baixam, o foco tende a deslocar‑se para a recuperação de infraestruturas, apoio psicossocial e reabilitação de meios de subsistência, tarefas que exigem um esforço prolongado de todos os actores envolvidos.
Em resumo, as inundações colocaram à prova a capacidade de resposta do país e a solidariedade regional. A operação de resgate em que a África do Sul salvou cerca de 500 vítimas demonstra que a cooperação entre Estados vizinhos pode ser um factor crítico na redução de perdas humanas e materiais. Uma visão realista reconhece que, mesmo com apoio externo, Moçambique precisa de reforçar sistemas de alerta precoce, infraestruturas mais resilientes e capacidade logística interna, para que futuras inundações causem menos estragos e sejam respondidas de forma mais ágil e equitativa.

























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