Startup cria disco de vidro com 500GB que pode durar séculos — mas custo ainda é mistério

Startup cria disco de vidro com 500GB que pode durar séculos

Startup cria disco de vidro com 500GB que pode durar séculos — mas custo ainda é mistério

Disco de vidro surge como uma solução promissora para armazenamento de longo prazo, especialmente em um mundo onde dados crescem exponencialmente e a durabilidade dos suportes tradicionais é questionada. Essa tecnologia, desenvolvida por startups especializadas em óptica, usa materiais resistentes para guardar informações de forma estável por centenas de anos, atendendo à necessidade de arquivamento seguro em empresas e instituições. Sua relevância aumenta com a explosão de dados digitais, tornando o disco de vidro uma alternativa viável a HDs e SSDs comuns.

A inovação parte de técnicas de gravação a laser em múltiplas dimensões, conhecidas como 5D, que permitem densidades altas em placas finas de vidro quartzoso. Um protótipo recente alcança 500GB por disco pequeno, com dados codificados em nanoestruturas que resistem a temperaturas extremas, umidade e radiação – condições que destroem mídias magnéticas ou flash em décadas. Para entender melhor o processo, veja explicações detalhadas no site oficial da Microsoft Research sobre Project Silica, que explora conceitos semelhantes de armazenamento em vidro. No Brasil, onde o mercado de data centers expande rapidamente, essa tecnologia poderia preservar registros públicos e históricos culturais sem degradação, reduzindo custos de migração constante de dados.

Entre as vantagens, destaca-se a longevidade: testes indicam que um disco de vidro mantém integridade por até 10 mil anos em condições normais, superando DVDs e Blu-rays em 100 vezes. Ele não requer energia para manter dados, ao contrário de servidores ativos, e é ecologicamente amigável, pois o vidro é reciclável e não usa metais raros. Exemplos práticos incluem arquivamento de bibliotecas digitais ou backups empresariais, onde um único disco substitui pilhas de cartuchos. No entanto, limitações existem: a gravação exige equipamentos laser especializados, tornando-o inadequado para uso doméstico diário, e a leitura pode demandar hardware dedicado. Saiba mais sobre avanços recentes em publicações da Universidade de Southampton, pioneira nessa área.

Apesar do potencial, o custo permanece incerto, pois protótipos ainda estão em fase de testes e produção em escala é desafiadora. Comparado a um SSD de 500GB por cerca de R$ 300, o disco de vidro pode custar mais inicialmente, mas se paga com o tempo pela ausência de reposições. No contexto local, startups brasileiras de tecnologia poderiam adaptar essa ideia para setores como agronegócio, que geram volumes massivos de dados sensíveis.

O disco de vidro representa um avanço equilibrado em armazenamento, combinando alta capacidade, durabilidade extrema e sustentabilidade, embora barreiras como custo e acessibilidade persistam. Essa tecnologia incentiva uma visão responsável de preservação digital, priorizando soluções testadas e confiáveis para o futuro.

Imagem: olhar digital